terça-feira, 11 de setembro de 2012

Confiança do comércio subiu 5,9% em agosto


A confiança do empresário do comércio voltou a mostrar saldo positivo em agosto. Após cair 7,9% em julho ante o mês anterior, o Índice de Confiança do setor (Icec) subiu 5,9%, informou nesta terça-feira a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).  Mas a recuperação do indicador ocorreu somente na comparação mensal. Em relação a agosto do ano passado, o Icec mostrou queda de 5,2%. No trimestre finalizado no mês passado, o índice caiu 4,3% ante os três meses imediatamente anteriores.

A melhora no resultado mensal foi influenciada por avaliação mais favorável dos empresários do setor quanto ao momento presente. O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), um dos componentes do Icec, subiu 14,2% em agosto, na comparação com julho. Entretanto, na comparação com agosto de 2011 o saldo ainda é negativo, com recuo de 14,2% no Icaec em agosto deste ano. Para a CNC, os resultados mostram que, embora a situação atual não seja tão positiva quanto à registrada em igual período do ano passado, a elevação expressiva do Icaec pode sinalizar o começo de uma retomada no nível de confiança do comerciante.
A entidade lembrou que o patamar do Icec ainda posiciona-se em nível baixo: em uma escala de até 200 pontos, o índice saiu de 130,6 pontos, em dezembro de 2011, para 122,5 pontos em agosto deste ano.
As estimativas do empresário do comércio quanto aos negócios no futuro também operam em ritmo favorável, na comparação com julho. O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (Ieec), outro componente do Icec, subiu 5,1% em agosto ante julho. Mas assim como o Icec e o Icaec, mostram saldo negativo em outras comparações. Em relação a agosto de 2011, o IEEC caiu 2,1% em agosto deste ano. No trimestre encerrado em agosto, o recuo foi de 1,9% ante trimestre imediatamente anterior.
O mesmo ocorre com o terceiro e último subíndice do Icec, o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec), que subiu 0,6% em agosto ante julho deste ano; mas caiu 0,6% na comparação com agosto do ano passado; e recuou 0,5% no trimestre encerrado em agosto deste ano.
Para a CNC, o desempenho do índice geral reflete cautela quanto ao atual ambiente de menor ritmo de crescimento econômico; real ainda valorizado frente ao dólar; e taxa expressiva de inadimplência. Mesmo assim, a entidade ainda espera aumento de 7% no volume de vendas do comércio para este ano, em relação ao ano passado, impulsionado por mercado de trabalho ainda favorável, com taxa de desemprego em baixa. 
Fonte: Valoronline -  http://www.valor.com.br/brasil/2824986/pesquisa-da-cnc-mostra-que-confianca-do-comercio-subiu-59-em-agosto 


Fatores climáticos afetam preços nos supermercados



O Índice de Preços dos Supermercados (IPS/APAS), calculado pela APAS/FIPE, apresentou em agosto alta de 1,39% quando comparado a julho. Esta é a maior variação mensal de preços desde outubro de 2010 e a maior elevação para o mês de agosto desde agosto de 2000. Em 12 meses, alta dos preços nos supermercados é de 7% e no acumulado do ano foi registrada elevação de 3,93%.

As categorias que mais impactaram a elevação dos preços neste mês foram os produtos industrializados, responsáveis por 40% da elevação, e os produtos in natura, representando 26% da alta nos preços em agosto.

A alta nos preços foi em decorrência de fatores climáticos. A seca impactou de maneira significativa os preços de commodities e produtos agrícolas, refletindo em toda a cadeia de alimentos. “Esse reflexo se dá principalmente nos produtos industrializados, que se utilizam destes insumos para produção. Aliado a isto, o elevado preço das commodities internacionais ampliam os custos de produção”, explica o diretor do Departamento de Economia da APAS, Martinho Paiva Moreira.

Semielaborados - O grupo de Carnes, Cereais e Leite apresentou alta de 1,21% em agosto, impactado pelos preços de aves (8,41%), carnes suínas (1,38%), carnes bovinas (0,94%) e leite (0,57%). Em 12 meses, a alta é de 6,37% nos preços dos semielaborados e no acumulado do ano (janeiro a agosto) há queda de 0,53%. A seca nos EUA, maior produtor de milho do mundo, prejudica a oferta do produto, que é insumo para a ração animal, impactando nos preços das carnes e de seus derivados.

Produtos industrializados - Apresentaram alta de 1,34%, influenciada diretamente pelos preços em Derivados de Leite (1,67%) e Panificados (2,47%). Os produtos com destaque de alta foram: leite em pó (2,25%), margarina (7,02%) e pão francês (4,78%). A elevação de preços nos produtos industrializados é reflexo do aumento dos preços de insumos básicos na fabricação dos produtos, como leite, milho, trigo, soja, entre outros. Em 12 meses a alta nos preços dos produtos industrializados é de 5,87% e no acumulado do ano (janeiro a agosto) a elevação é de 3,31%.

Produtos In Natura - Os preços desses produtos registraram elevação de 3,71%, impactados pelo aumento em legumes (18,10%), frutas (1,40%) e tubérculos (1,13%), enquanto isso, verduras apresentou queda de 3,40%. De modo geral, a elevação dos preços na categoria FLV (frutas, legumes e verduras) ocorre devido ao período em que as condições climáticas são desfavoráveis para diversas culturas agrícolas, como, por exemplo, o tomate (alta de 22,81%), cenoura (26,63%) e pimentão (64,20%). Em 12 meses a alta nos preços dos produtos in natura é de 13,20% e no acumulado do ano (janeiro a agosto) a elevação é de 16,98%.

Bebidas alcoólicas – Os preços apresentaram alta de 0,60%, diante da elevação no preço da aguardente (3,56%) e do vinho (2,44%). Em 12 meses a alta nos preços é de 10,95% e no acumulado do ano (janeiro a agosto) a elevação é de 6,64%.

Bebidas não alcoólicas - Registram alta de 1,27%, diante da elevação, principalmente, do refrigerante (1,19%) e do suco de frutas (1,34%). Em 12 meses a alta nos preços é de 6,06% e no acumulado do ano (janeiro a agosto) a elevação é de 3,88%. Ao longo deste ano a indústria vem reajustando seus preços diante do repasse da inflação em 2011 e diante do descompasso entre a oferta e a demanda que pressiona os preços para cima.

Produtos de limpeza - Apresentaram elevação de 0,56% impactados pelo aumento no preço do sabão em pó (1,89%) e concentrado de limpeza (1,85%). Os artigos de higiene e beleza apontaram alta de 0,65% impactados pela elevação do creme dental (1,68%), e xampu (0,52%). Os preços nestas categorias têm apresentando comportamento relativamente estável, com variações positivas de maneira pontual, refletindo ajustes entre a oferta e demanda destes produtos, o que deve ser a tendência nos próximos meses.

Inflação - Na avaliação desde a criação do Plano Real, em 1994, o IPS/APAS apresenta variação acumulada de 127%, o IPCA/IBGE (São Paulo) - Alimentos e Bebidas tem alta de, aproximadamente 263%, já o IPCA/IBGE (Brasil) - Alimentos e Bebidas tem alta de, aproximadamente 275%, o IPC-FIPE tem aumento de 236% e o IPA/FGV tem variação de 469%. Assim, a evolução dos preços ao longo dos anos, aponta uma elevação mais moderada no setor supermercadista, diante de sua característica de concorrência, onde o os ganhos de eficiência e produtividade possibilitam preços mais competitivos.

(Redação - Agência IN)

Economia baiana e o fator estatístico


Por Sérgio Gabrielli
No primeiro trimestre de 2012, o Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia cresceu 4,8% em relação ao mesmo período de 2011, enquanto a expansão da atividade econômica brasileira marcou 0,8%. Alguns analistas afirmam que o crescimento estadual foi favorecido pelo efeito estatístico. Em parte isto é verdade, tendo sido, inclusive, externalizado no início do mês pelos técnicos da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais, autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

Adiante explico o que significa esse efeito, mas a questão central é se a economia baiana cresce ou não diante desse fato. A resposta é que o PIB baiano teria expansão de 3,6% no primeiro trimestre de 2012, o que significa que o ritmo de crescimento da nossa economia continuaria bem superior à nacional.

Para contextualizar, a indústria local produz basicamente produtos intermediários, o que significa que está fortemente atrelada ao crescimento da indústria no país. O fato do nosso parque industrial, particularmente química e refino, ser dependente da dinâmica nacional, não diminui o efeito da falta de energia de 2011, porque a produção não se realizou, mas explica a não recuperação, que teve como causas o reduzido crescimento brasileiro e a crise dos consumidores estrangeiros.

Diante da conjuntura internacional e da pouca expansão da indústria brasileira (0,1%), o Governo Federal, por meio do Plano Brasil Maior, adotou medidas de estímulo à indústria que trarão reflexos positivos para a Bahia. As ações buscam desonerar investimentos e exportações para enfrentar a apreciação cambial, fortalecer a defesa comercial, ampliar os incentivos fiscais e facilitar os financiamentos para agregação de valor nacional e competitividade das cadeias produtivas.

Quanto à influência do fator estatístico, a explicação é simples: no primeiro trimestre de 2011 a indústria de transformação baiana, maior expressão do PIB Industrial, foi afetada pela falta de energia e paradas técnicas no Polo Petroquímico, o que retraiu todo o setor industrial à época. Este ano, com a base de comparação deprimida, a indústria de transformação cresceu 6,1%. Em resumo, ao desconsiderarmos esse efeito estatístico, a indústria de transformação registraria queda de 0,7%, enquanto o PIB Industrial teria menor crescimento, passando de 4,7% para 1,7%.

Isso significaria menos 1,2% na taxa de crescimento da economia baiana no primeiro trimestre de 2012, que, ao invés de 4,8%, teria crescido os 3,6% – número que já contabiliza a variação dos impostos, também afetada por essa modificação estatística.

Os setores Agropecuário e Serviços sem dúvida tiveram os resultados impactados pelo longo período de estiagem. Mesmo assim, a safra de grãos está crescendo 2,8% em relação ao ano anterior, recorde até o momento. Não se pode dizer que está havendo queda nesse setor devido a sua base de comparação ser elevada (7,3%). A redução do ritmo de crescimento também é justificada pela diminuição das safras de cacau (-10%) e soja (-1,9%).
O setor de Serviços vai de vento em popa, com destaque para o Comércio (4,6%). É importante ressaltar isso porque, nos últimos anos, houve grande crescimento do mercado interno e as primeiras manifestações vêm do comércio e serviços. O comércio varejista, por exemplo, há sete meses tem uma sistemática elevação das vendas, o que só ocorre se a renda estiver crescendo. Além disso, comparando o volume de vendas, de cada mês com o mesmo do ano anterior, percebe-se que 2011 foi melhor do que 2010 e, este ano, supera o ano passado.

Além disso, temos a construção civil, cujas obras se multiplicam. O setor cresceu 8,9%, com destaque para a construção pública (10,2%). Os programas habitacionais Casa da Gente e Minha Casa, Minha Vida 1 e 2 estão acelerados, bem como as intervenções do programa Água Para Todos, que neste momento minimiza os efeitos da seca no estado. Em suma, a taxa do PIB baiano no primeiro trimestre deve ser comemorada, pois, apesar do efeito estatístico, ela foi bem acima do crescimento do país. E que venham os próximos trimestres.
Fonte: Jornal A Tarde 

Setor de Chocolates cresce mais de 4% no primeiro semestre de 2012

O setor de Chocolates no Brasil tem apresentado crescimento constante nos últimos anos. De acordo com o último balanço da ABICAB – Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados - a produção nacional no primeiro semestre de 2012 foi de 228.212 toneladas, 4,2 % maior se comparado com o mesmo período de 2011. Com a crise internacional, o chocolate é um dos produtos brasileiros que estão mantendo o mercado interno aquecido. Reflexo disso é o consumo aparente em 2011 que foi de 631 mil toneladas, 12,2% maior que no ano anterior (2010 – 562 mil toneladas).

O Brasil é o terceiro maior produtor de chocolates do mundo e o quarto em consumo, sendo que cada brasileiro ingere, em média, 2,2 quilos de chocolate ao ano. Segundo o vice-presidente da ABICAB, Ubiracy Fonseca, o País tem um mercado interno forte e extremamente promissor. “Não é por acaso que, todos os grandes ‘players’ do mercado mundial de chocolates estão instalados no Brasil. Muitos construíram fábricas modernas com alta produtividade e qualidade. 

Nós da ABICAB, continuamos com o nosso trabalho de promover o setor, e buscar contribuir ao máximo para que o público conheça e aprecie cada vez mais ‘esse doce e saboroso mercado”, declara Fonseca.

(Redação – Agência IN)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Dinamismo Regional

O Brasil caminha a passos largos para se tornar uma das cinco maiores economias do mundo. Segundo o Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios da Inglaterra (CERB, na sigla em inglês), chegamos ao final de 2011 superando o Reino Unido e chegando a sexto nesse ranking, com um PIB de 2,9 trilhões de Reais. Alguns dos principais jornais do mundo apontam a crise bancária de 2008 e a crise financeira que persiste como principais motivos deste fato, mas poucos falam do ciclo econômico de expansão por que passa o Brasil, pelas políticas públicas de incentivo ao investimento e pela consolidação da gestão econômica e financeira do país.

Com o aumento de 22% para 30% da demanda mundial por produtos primários no comércio, o Brasil que sempre foi um grande produtor de commodities e rico em recursos naturais, vive um período de aquecimento na sua produção e comercialização destes produtos. Apesar de muitos especialistas criticarem essa política que enfraquece a indústria local, tirando investimento deste setor, algumas regiões do país aproveitam este momento promissor e emergem se tornar verdadeiros pólos de crescimento econômico e de desenvolvimento. Nestas regiões a combinação do crescimento do PIB per capita, do número de empregados formais e o aumento acima da média de empresa abertas se tornaram indicadores dos bons resultados regionais.

 Em recente pesquisa realizada pela empresa de consultoria Deloitte, junto com a Revista Exame, elas chegaram a alguns dados que mostram o dinamismo destas regiões: crescimento real nos últimos três anos de 45%, enquanto no Brasil foi de 16%, e participação no PIB nacional com 5% (147 bilhões de Reais) do total, enquanto em 2008 foi de 4%. Foram identificadas as dez regiões mais dinâmicas de nosso país, excetuando dezoito microrregiões já consolidadas, mostrando que elas têm um ponto em comum: todas estão ligadas ao boom mundial das commodities.

É importante observar que estas regiões são produtoras de setores que, tradicionalmente, são ligadas a economias de baixa tecnologia e ultrapassadas, mas na verdade essa visão é apenas mitos, já que os setores de mineração, agricultura, energia e logística de distribuição da produção agroindustrial, predominantes nestas áreas, são altamente consumidores de alta tecnologia e de mão de obra qualificada, além de serem grandes indutores do surgimento e crescimento do comércio, dos serviços e da construção civil (Revista Exame edição 1006). As 10 regiões de destaque são: Sudeste do Paraense (Mineração e Metalurgia); Sul Maranhense (Logística e Armazenamento); Norte Potiguar (Petróleo, Gás e Energia Eólica); Sudeste Mineiro (Mineração e Turismo); Norte Fluminense e Sul Capixaba (Petróleo e Gás); Litoral Paranaense (Porto); Litoral Norte Catarinense (Porto e Turismo); Noroeste Gaúcho (Grãos e Agroindustria); Sul Goiano (Produção de etanol e Açucar); e Norte e Sudeste Mato-Grossense (Produção de Grãos e Agroindústria).

Segundo o economista prêmio Nobel de economia de 2008, Paul Krugman, outras regiões não tradicionalmente pólos econômicos vão se viabilizando após um ciclo de investimento do país em infra-estrutura, em redução dos custos de transporte, em oferta de mão de obra e surgimento de novas empresas. Esse fenômeno faz com os investimentos e a renda se concentre em algumas regiões e depois se expanda. É o que vivemos hoje no Brasil. Para nós baianos, é importante notar que, apesar do pólo agrícola do Oeste e do pólo petroquímico, esse já consolidado e fora da pesquisa, não temos nenhuma dessas dez regiões em nosso território, o que não deixa de preocupar, já que temos investimentos e potenciais nas quatro áreas apontadas pela pesquisa, mineração, agricultura, energia e logística de distribuição da produção agroindustrial, mas alguns elementos importantes ainda falta para fazer das nossas regiões serem apontadas como das mais dinâmicas do país.


André Gustavo de Araujo Barbosa, Doutorando e Mestre em Administração, Professor universitário de Graduação e Pós Graduação, Presidente do CDL/SAJ, Sócio Diretor da Intrends “Soluções para o futuro” e Analista do SEBRAE/BA. Contatos: andre.gustav@hotmail.com    Twitter: @andregustavo